Portuguese poem
A queima de um bosque
by José da Silva Maia Ferreira (1827–1881)
Plus pâle que la pâle automne Tu t’inclines vers le tombeau!
Millevoye.
E nisto ao longe ardia O resto do bosque lindo, Quando o mancebo se ía Para ahi triste, carpindo. Elle foi.... mas não voltou. Que junto aos restos qu’achou, De subito expirou, De rôjo ao chão cahindo!
Um tumulo ergueram No bosque fatal; E nelle escreveram:— —«Fugi do meu mal!»—
Deste ermo solitario Ninguem nunca se lembrou; Nem bronzeo campanario Seus echos alli soou. Só á noite se ouvia Rijo vento que gemia Sobr’a campa, e que dizia— —«Ai!—Mortal já eu não sou!»—