Portuguese poem
Cópia
by Luís Delfino (1834–1910)
O sol... o sol e o céu, e a revoada Dos colibris cantando o etéreo canto... (Abres os olhos com tão grande espanto? Dize-me: deles não conheces nada?)
Vamos: o cedro, a fronte, a rendilhada Mesquita, em cima a meia lua, o santo Emir, à voz do muezin lançada Do minarete, o lânguido quebranto
Das almeias, jardins, sultões ferozes, Emas, corcéis, miragens, albornozes, Tigres, leões, e a luz, que de oiro os tinge...
Tenho da Ásia uma cópia em ti somente: Tu és todo esse amplíssimo Oriente... Mesmo o deserto, e a ruína, e o vento... e a esfinge!...