Versos Portuguese Luís Delfino Corrupta iustitia

Portuguese poem

Corrupta iustitia

by (1834–1910)

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A corrupção lavrou e ardeu por toda parte; O dilúvio do mal encheu e afogou tudo! Pode um homem de pé ver isto, e ficar mudo? Hidra, reinas segura e calma em teu baluarte!?

Não ouvirás a voz de maldição, que parte De um povo revoltado, e que atrás de éreo escudo Busca apanhar teu golpe audaz, teu bote rudo? Serpe, não há ninguém que se erga, e ouse esmagar-te?

Brio, e honra, e fortuna, e vida afronta o crime! Rota a espada em uma mão, noutra põem-te a balança, Arrancando o fiel, deusa grande e sublime.

Uma concha e outra concha agora anda e balança, Conforme o movimento adrede, que lhe imprime A ignorância, a paixão, o ódio, o orgulho, a vingança...