Portuguese poem
Summus ius
by Luís Delfino (1834–1910)
Non far tregua coi vili.
A. Manzoni
Não há desprezo para ti bastante! Ninguém te dera a pena que imagino! Nem a Torre, onde à fome inda Ugolino Se ouve rugir tremendamente em Dante.
Maior....maior tormento eu te destino Do que te ouvir a carne crepitante Chiar ao fogo, e o teu uivar ferino Terra e céu arranhando, instante a instante.
Maior... que as serpes sobre Laocoonte, Nas escamas de bronze o retalhando, Tendo os filhos entre elas fronte a fronte...
Maior... Outro qualquer castigo é brando. Eu, como um deus, não te encadeio a um monte: Eu te amarro a ti mesmo, é miserando!...