Versos Portuguese Luís Delfino Tácito

Portuguese poem

Tácito

by (1834–1910)

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Quando Tácito às mãos terríveis de gigante Na coma sacudia ao tempo Roma escrava, E em lâminas de bronze eterno ele a cravava Com stiletes de ferro e puas de diamante,

Tinha o incêndio e o esplendor dos Etnas em lava... Como o oceano aquilões, e o infinito adiante: Não quisera ser crime, o crime nesse instante, Que em sua voz a voz dos deuses trovejava.

Porém quando aos heróis e ao justo erguia altares, Parecia envolvê-lo em clâmides solares Dar à musa da história o amplo verbo de Homero:

Assim, quando através dos séculos assoma, Vê-se que empalidece inda a sombra de Roma Sob a rígida luz do seu olhar austero...