Portuguese poem
A Carolina
Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descanças dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquelle affecto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existencia appetecida E n’um recanto poz um mundo inteiro.
Trago-te flores, — restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos mal feridos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos.