Portuguese poem
Vida!
by Manuel de Oliveira Paiva (1861–1892)
Se ocultam belos cajus Pendentes de vida cheios, Como centenas de seios Nas folhas metidos nus.
Há um desejo que esmaga No leito de puro alvismo, Há um desejo na flor
Por entre os matos pervaga Um cheiro de sensualismo, Atraente, abafador.
E a seiva nos ramos corre, Nas folhas se embebe a luz; Enquanto uma flor já morre Um botão rebenta a flux