Versos Portuguese Olavo Bilac Sperate, Creperi!

Portuguese poem

Sperate, Creperi!

by (1865–1918)

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Não sei. Duvido e espero. Na ansiedade, Vago, entre vagas sombras. Se não rezo, Sonho; e invejo dos crentes a humildade E o orgulho dos filósofos desprezo.

Como um Jó miserável da verdade E de receios farto como um Creso, Adormeço a tristeza que me invade E engano o coração cansado e leso...

Talvez haja na morte o eterno olvido, Talvez seja ilusão na vida tudo. Ou geme um deus em cada ser ferido...

Não afirmo, não nego. É vão o estudo. Quero clamar de horror, porque duvido: Mas, porque espero, - espero, e fico mudo.