Portuguese poem
Iria - A Fidalga
by Sílvio Romero (1851–1914)
Estava sentada Na minha costura Passou um cavaleiro, Pedindo pousada. Se meu pai não dera Muito me pesara. E botou-se a mesa Para o de jantar; Muita comédia, Pratas lavradas; E se fez a cama Com lençois de renda, Cobertas bordadas. Lá pra meia noite Ele alevantou-se, Ninguém achou, Só a mim levou. A cabo de sete leguas Ele me perguntou: Na minha terra, Como me chamava?
"Na minha terra Iria— a fidalga, Na terra estranha Iria— a coitada. Minha Santa Iria, Meu amor primeiro... A vós degolaram Que nem um carneiro".