Versos Portuguese Vicente de Carvalho I (Ouves acaso quando entardece)

Portuguese poem

I (Ouves acaso quando entardece)

by (1866–1924)

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Ouves acaso quando entardece Vago murmúrio que vem do mar, Vago murmúrio que mais parece Voz de uma prece Morrendo no ar?

Beijando a areia, batendo as fráguas, Choram as ondas; choram em vão: O inútil choro das tristes águas Enche de mágoas A solidão...

Duvidas que haja clamor no mundo Mais vão, mais triste que esse clamor? Ouve que vozes de moribundo Sobem do fundo Do meu amor.