Portuguese poem
III (Belas, airozas, palidas, altivas)
by Vicente de Carvalho (1866–1924)
Belas, airozas, palidas, altivas, Como tu mesma, outras mulheres vejo: São rainhas, e segue-as num cortejo Estensa multidão de almas cativas.
Têm a alvura do marmore; lascivas Fórmas; os labios feitos para o beijo; E indiferente e desdenhozo as vejo Belas, airozas, palidas, altivas...
Porque? Porque lhes falta a todas elas, Mesmo ás que são mais puras e mais belas, Um detalhe sutil, um quazi nada:
Falta-lhes a paixão que em mim te ezalta, E entre os encantos de que brilham, falta O vago encanto da mulher amada.