Portuguese poem
A Minha Mulher
by António Joaquim de Castro Feijó (1859–1917)
Folhas mortas d'outono ou d'inverno precoce, No teu regaço amigo, estes versos deponho, Para que o teu amor lhes dê vida e remoce, Porque a Arte começa e acaba num sonho... É pouco; mas eu torno a homenagem mais bella, Pondo, como uma flor, nas folhas sem aroma, O verso em que Martial diz á Esposa Marcella: Tu, tu só, para mim, vales mais do que Roma!