Versos Portuguese Bernardo Guimarães Eu vi dos pólos o gigante alado

Portuguese poem

Eu vi dos pólos o gigante alado

by (1825–1884)

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Eu vi dos pólos o gigante alado, Sobre um montão de pálidos coriscos, Sem fazer caso dos bulcões ariscos, Devorando em silêncio a mão do fado!

Quatro fatias de tufão gelado Figuravam da mesa entre os petiscos; E, envolto em manto de fatais rabiscos, Campeava um sofisma ensangüentado!

– "Quem és, que assim me cercas de episódios?" Lhe perguntei, com voz de silogismo, Brandindo um facho de trovões seródios.

– "Eu sou" – me disse, – "aquele anacronismo, Que a vil coorte de sulfúreos ódios Nas trevas sepultei de um solecismo..."