Portuguese poem
*Iv*
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Que pandeiretas o silencio d'este quarto!... As paredes estão na Andaluzia... Ha danças sensuaes no brilho fixo da luz...
De repente todo o espaço pára..., Pára, escorrega, desembrulha-se..., E num canto do tecto, muito mais longe do que elle está, Abrem mãos brancas janellas secretas E ha ramos de violetas cahindo De haver uma noite de primavera lá fóra Sobre o eu estar de olhos fechados...