Versos Portuguese Francisca Júlia A florista

Portuguese poem

A florista

by (1871–1920)

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Suspensa ao braço a grávida corbelha, Segue a passo, tranquilla... O sol faisca... Os seus carminios labios de mourisca Se abrem, sorrindo, numa flôr vermelha.

Deita á sombra de uma arvore. Uma abelha Zumbe em torno ao cabaz... Uma ave, arisca, Bem perto della pelo chão lambisca, Olhando-a, ás vezes, tremula, de esguelha...

Aos ouvidos lhe sôa um rumor brando De folhas... Pouco a pouco, um leve somno Lhe vae as grandes palpebras cerrando...

Cae-lhe de um pé o rustico tamanco... E assim descalça, mostra, em abandono, O vultinho de um pé macio e branco.