Portuguese poem
Tal frota nunca viram as idades
by Gregório de Matos (1636–1696)
Tal frota nunca viram as idades De rota, desmembrada, e detençosa, Mui Santa deve ser, e religiosa, Pois de dous em dous veio, como frades.
Não Ihe duvido eu destas qualidades, Se veio na Almirante venturosa Aquela insígnia Santa, e poderosa, Que à Mitra episcopal dá potestades.
Chegou o Pálio enfim, que de um Prelado, Que nos veio a medida do desejo Tão merecido foi, como esperado.
Eu ouço repicar, e folgar vejo: Repica a Sé, o Carmo está folgado, Louco devo eu de ser, pois não doudejo.