Portuguese poem
Subi a púrpura já, raio luzente
by Gregório de Matos (1636–1696)
Subi a púrpura já, raio luzente Do sol Americano, que em dourado Dossel o Tibre vos verá sagrado Dar um dia leis à sua corrente.
Entonces da Tiara a vossa frente, E vosso Patriarca coroado Um redil deveremos, e um cajado Às vossas claves, e a seu zelo ardente.
Subi a cumes tão esclarecidos, ó vos, de cuja remendada capa sombras são já purpúreos resplandores.
Em quem divinamente reunidos Os brasões de Seráfico, e de Papa Verão os vossos dous Progenitores.