Portuguese poem
Sôbolos rios, sôbolas torrentes
by Gregório de Matos (1636–1696)
Sôbolos rios, sôbolas torrentes De Babilônia o Povo ali oprimido Cantava ausente, triste, e afligido Memórias de Sião, que tem presentes.
Sôbolas do Caípe águas correntes Um peito melancólico, e sentido Um anjo chora em cinzas reduzido, Que são bens reputados sobre ausentes.
Para que é mais idade, ou mais um ano, Em quem por privilégio, e natureza Nasceu flor, a quem um sol faz tanto dano?
Vossa prudência pois em tal dureza Não sinta a dor, e tome o desengano Que um dia é eternidade da beleza.