Versos Portuguese Gregório de Matos Triste Bahia! Oh quão dessemelhante

Portuguese poem

Triste Bahia! Oh quão dessemelhante

by (1636–1696)

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Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás, e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, Rica te vejo eu já, tu a mi abundante.

A ti tocou-te a máquina mercante, Que em tua larga barra tem entrado, A mim foi-me trocando, e tem trocado Tanto negócio, e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis, que abelhuda Simples aceitas do sangaz Brichote.

Oh se quisera Deus, que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!