Versos Portuguese João de Deus 11 De Maio

Portuguese poem

11 De Maio

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Se eu fosse nuvem tinha immensa magoa Não te servindo d'azas maternaes Que te podessem abrigar da agoa Que chovesse das mais!

E sendo eu onda, tinha magoa summa Não te podendo a ti, mulher, levar De praia em praia, sobre a alva espuma. Sem nunca te molhar!

E sendo aragem, eu, que pela face Te roçasse de rijo, alguma vez Que o Senhor com mais força respirasse, Que magoa immensa... Vês!

E a luz do teu olhar que me não lusa Um rapido momento, a mim, sequer, Como a aguia no ar... que passa e cruza A terra sem n'a vêr!

Mas que me importa a mim! Se me esmagasses Um dia aos pés o coração a mim, As vozes que lhe ouviras se escutasses, Era o teu nome... Sim!

O teu nome gemido docemente Com toda a fé d'um martyr em Jesus, Se acaso já em Christo pôz um crente A fé que eu em ti puz!

A fé, mais o amor! Porque elle expira Sem que a ninguem lhe estale o coração, E eu, se essa cruz dos olhos me fugira, Sobrevivia? Não!

Assim como em ti vivo, morreria Tambem comtigo, se uma vez (que horror!) Te visse pôr, oh sol!... sol do meu dia! Astro do meu amor!