Versos Portuguese Luís Delfino Nachgefühl

Portuguese poem

Nachgefühl

by (1834–1910)

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Oh! como eu te amei sempre!... Eu bem sabia Que era meu coração tão nobre e rico, Que este velar por ti de noite e dia Dava o amor fraternal, que te dedico.

Unir-te mais a mim tentei. — Queria Um outro amor, e tudo sacrifico; Igualou teu desdém à cobardia: Quis um pouco de ti, sem nada fico.

Mas quando te sentires velha e gasta, Vendo que para a vida o oiro não basta, De mim te hás de lembrar, mas tarde então;

E talvez vás chorar-me, oculta, à porta, Quando eu for indo, como folha morta, Na torrente dos dias que se vão...