Versos Portuguese Luís Delfino Nada mais

Portuguese poem

Nada mais

by (1834–1910)

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Não ter saudades desses tempos? Tenho. Davas o azul ao céu, o canto ao dia, Rir todo em mim o riso da alegria, Era, criança, o teu maior empenho.

Chorar em vão o que perdi não venho: Sou como a terra sáfara e baldia, Que não dá mais o que já deu, e cria O erval, que a invade, inútil e ferrenho.

Passou o vento, e não achou, passando, Mais rosais e mais pássaros na leira, Não teve a luz mais luz do olhar teu brando.

Por que seguir-te na fugaz carreira? Que hei de querer eu mais agora, quando Atravessaste a minha vida inteira?