Portuguese poem
No bosque
by Luís Delfino (1834–1910)
Uma bromélia colossal; um quiosque; Quatro janelas; — uma só aberta, De trepadeiras a florir coberta; Crê-se que a casa continua o bosque.
Quando do ferro a trepa desenrosque Os cem braços gentis, nos quais o aperta, Já talvez seja a casa então deserta, E hera nova também seu flanco enrosque.
Inda hoje para vê-la à mata corro... E à sombra úmida e larga da mangueira, Na água em madeixa, que entra em um tanque a jorro,
Ela as mãos molha e folga a tarde inteira... E ali, noute que espera um astro, eu morro: E ela vive, a calhandra da balseira...