Portuguese poem
Maria
Maria, ha no seu gesto airoso e nobre, Nos olhos meigos e no andar tão brando, Um não sei quê suave que descobre, Que lembra um grande passaro marchando.
Quero, ás vezes, pedir-lhe que desdobre As azas, mas não peço, reparando Que, desdobradas, podem ir voando Leval-a ao tecto azul que a terra cobre.
E penso então, e digo então commigo: «Ao céu, que vê passar todas as gentes Bastem outros primores de valia.
«Passaro ou moça, fique o olhar amigo, O nobre gesto e as graças excellentes Da nossa cara e lepida Maria.»