Portuguese poem
Amo
by Maria Adelaide Fernandes Prata (1826–1881)
Amo a solidão dos bosques, Amo a noute triste, escura Amo a sombra do cypreste, Amo a lua argentea, pura;
Amo em solitaria praia Ver o mar immenso e forte, Amo a virgem pensativa, Perseguida pela sorte!
Amo as flores que vegetam Junto da campa isolada, Amo a joven que pranteia E suspira abandonada;
Amo o brilho das estrêllas No firmamento a luzirem Amo as vagas buliçosas Do oceano a fugirem;
Amo ver como os pastores Quando, da tarde ao cahir, Vão os mansos cordeirinhos Ao seu curral conduzir;
Amo quem ama como eu Os vergeis, a lua, o sol, A noute, o mar, as estrellas, Da manhã lindo arrebol.