Versos Portuguese Vicente de Carvalho Dona Flor

Portuguese poem

Dona Flor

by (1866–1924)

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Ela é tão meiga! Em seu olhar medrozo, Vago como os crepusculos do estio, Treme a ternura, como sobre um rio Treme a sombra de um bosque silenciozo.

Quando, nas alvoradas da alegria, A sua bôca humida florece, Naquele rosto anjelical parece Que é primavera, e que amanhece o dia.

Um rosto de anjo, limpido, radiante... Mas, ai! sob esse anjelico semblante Móra e se esconde uma alma de mulher

Que a rir-se esfolha os sonhos de que vivo — Como atirando ao vento fujitivo As folhas sem valor de um malmequer...