Portuguese poem
A morte de D. Julia Fetal
by Adélia Josefina de Castro Fonseca (1827–1920)
Estavas, bella Julia, descansada, Na flôr da juventude e formosura, Desfructando as caricias e ternura Da mãe que por ti era idolatrada.
A dita de por todos ser amada Gozavas, sem prever tu’alma pura, Que, por mesquinho fado, á sepultura Brevemente serias transportada!
Mas ah! de um insensato a dextra forte Dispara sobre ti, Julia querida, O fatal tiro, que te deu a morte!...
Dos olhos foi-te a luz amortecida, E do rosto apagou-te iniqua sorte A branca e viva cór co'a doce vida.