Portuguese poem
À pedido
by Adélia Josefina de Castro Fonseca (1827–1920)
Eu ingenho não tenho sublime, Que te possa o que sinto, expressar; Minha lyra não tem a doçura, Com que deve teus dotes cantar.
P’ra dizer-te somente, que és bella, Não se hão de meus labios abrir; Que a lindeza, que tens no semblante, Esta phrase não póde exprimir.
O teu rosto, que as graças enfeitam, Chamar bello — é mui fraca expressão, Elle aos olhos o typo apresenta De sublime, ideal perfeição.
Eu não sei n esta folha querida Dedicar-te um louvor que me agrade ; 'N ella apenas escrevo um protesto D’extremosa, sincera amizade.