Portuguese poem
VII (Vaga meditação onde arrojaste)
by Alexandre Herculano (1810–1877)
Vaga meditação onde arrojaste Minha imaginação!—ás horas mortas De alta noite, no templo solitario, E em congresso de mortos, quando o espanto Os resguarda co'as azas acurvadas Da vista do que vive!—Alli corria Minha mente, qual vaga a mente do homem, Que em febre ardente desvairou por sonhos, Onde se ajunctam troços de existencias, Em nebuloso quadro; ou como ondea, Entre a esperança e o susto, o moribundo, A quem do passamento o véu já cinge A amarellada fronte, e a quem já pesam Sobre os olhos as palpebras, que affrouxa Do anjo da morte o resonante grito.