Portuguese poem
Ah, Príncipe! E será, será possível
by Francisco Álvares de Nóbrega (1773–1806)
Ah, Príncipe! E será, será possível, Que não vos causem o menor abalo Os ais que solta o íntegro vassalo Neste hediondo cárcere terrível?
Mostrar-vos-eis acaso ainda insensível, Quando a verdade, vos atesto e falo? Olhai, Senhor, que de aflição estalo Olhai que toco a meta impreterível. (…)
Não conheço outro Deus de Jove abaixo; De vós só é que pende eu ser ditoso, Seja, qual meu delito, o meu despacho.