Portuguese poem
Não lastimes, Baptista, a minha sorte
by Francisco Álvares de Nóbrega (1773–1806)
Não lastimes, Baptista, a minha sorte, Nenhum abalo o dano meu te faça; Batem em mim os golpes da desgraça, Bem como as ondas num rochedo forte.
Ver-me-às tranquilo sujeitar ao corte. Que da vida a cadeia desenlaça. (…)
Os homens, com tormento agudo e grave, Podem fazer que desta estância abjecta Meu sangue, espadanando, os tetos lave;
Podem no coração cravar-me a seta, Porém não extorquir-me a paz suave, Com que o Justo transpõe da vida a meta.
Excerto de um poema dedicado ao amigo, e protector, Manuel José Moreira Pinto Baptista.