Portuguese poem
Cicero Funchalense, eu te saúdo
by Francisco Álvares de Nóbrega (1773–1806)
Cicero Funchalense, eu te saúdo, E grato cá de longe a voz alçando, Te agradeço as licções que bebi, quando Comecei a gostar o doce estudo.
Ellas escórão o alentado escudo, Com que espanto este mal, que estou passando, No meio dos trabalhos recordando Dictames, que te ouvi absorto e mudo.
Tu dispozeste o loiro que me enrama, Que nem o raio cresta, nem consome, Apezar da desgraça, que me acama.
Com a minha gloria a tua gloria assome, Participa tambem da minha Fama, Ouvido seja, a par do meu, teu Nome.